ORBE

CRÍTICA • CINEMA

Nosferatu

Robert Eggers retorna ao imaginário gótico com uma adaptação que compreende a força do silêncio, da sombra e da sugestão.

Diferentemente de versões recentes que apostam em velocidade e espetáculo, Nosferatu prefere a construção lenta da atmosfera. O horror nasce dos espaços vazios, dos olhares prolongados e da sensação constante de que algo está prestes a surgir da escuridão.

A direção encontra equilíbrio entre reverência ao clássico e uma identidade própria. Eggers demonstra novamente seu interesse por reconstruções históricas minuciosas, mas sem transformar o filme em mero exercício de estilo.

O resultado é uma experiência visualmente elegante e emocionalmente inquietante, capaz de reafirmar a relevância de um dos mitos mais importantes da história do cinema.